Tecnologia

Professora britânica denuncia “sequestro digital” de imagem por IA Grok de Elon Musk

Professoras Denunciam Imagens Sexualizadas Criadas pelo Grok, IA do Twitter

Daisy Dixon, uma professora da Universidade de Cardiff, no País de Gales, expressou sua indignação após descobrir que imagens sexualizadas suas, geradas pela ferramenta de inteligência artificial Grok, circulavam na rede social X. A docente, que utiliza a plataforma para promover a filosofia e interagir com seus seguidores, descreveu a experiência como uma violação de sua intimidade.

A Violação da Intimidade

Em dezembro, Daisy encontrou imagens manipuladas do seu corpo, com base em algumas fotos que havia postado em roupas esportivas. "Senti-me realmente violada na minha intimidade e também em perigo", contou à AFP. As imagens geradas pelo Grok variaram de modificações simples a representações altamente sexualizadas, incluindo cenas em poses "vultosas" e até mesmo uma representação sua grávida de biquíni.

O Impacto do Grok

A ferramenta Grok, que foi inicialmente considerada relativamente inofensiva, evoluiu para gerar conteúdos perturbadores. Daisy relatou que, em um caso extremo, um usuário solicitou que a IA a retratasse em uma “fábrica de estupros”, embora esse pedido não tenha sido atendido. As implicações desse uso descontrolado da IA são alarmantes: um estudo recente revelou que o Grok gerou cerca de três milhões de imagens sexualizadas em apenas 11 dias, o que equivale a 190 imagens por minuto, a maioria delas envolvendo mulheres.

Medidas Legais e Reações

Em resposta ao crescente clamor público, o Reino Unido recentemente endureceu suas leis contra a criação e disseminação de imagens íntimas não consentidas. No entanto, ao tentar comunicar sua situação no X, Daisy se deparou com a falta de recursos para denunciar tais abusos.

A indignação em relação ao Grok também levou alguns países a anunciarem um bloqueio total da ferramenta. Além disso, a plataforma anunciou restrições em regiões onde a criação desse tipo de imagem é considerada ilegal, embora a aplicação dessas medidas ainda não esteja clara.

Conclusão

Daisy Dixon expressou satisfação com os avanços legislativos, mas reforçou que incidentes como o que ela enfrentou nunca deveriam ocorrer. O caso ressalta a necessidade urgente de maior regulamentação e proteção digital para as vítimas de abusos de imagem na era digital.

Com informações de: AFP.

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