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Polícia teme que assassino esteja entre testemunhas de assassinato com algemas

Mulher é assassinada em Beaumont, Texas; investigações levam a ex-colega de escola como suspeito

Em uma chocante reviravolta, o assassinato de Mary Catherine Edwards, uma professora de 31 anos, ocorrido em 14 de janeiro de 1995, em sua casa em Beaumont, Texas, culminou na identificação de um ex-colega como principal suspeito. A cena do crime, descoberta por seus pais, revelou uma tragédia: Mary estava algemada e foi agredida sexualmente, sem sinais de entrada forçada, levando investigadores a acreditar que o autor poderia ser alguém próximo.

Pistas e investigações iniciais

As algemas Smith & Wesson, encontradas na cena, proporcionaram pistas valiosas, mas a investigação inicial não obteve sucesso ao rastrear os números de série. Além disso, as consultas aos corpos de polícia local não resultaram em progressos. O caso esfriou, mas a esperança ressurgiu quando o uso de DNA e genealogia genética foi introduzido nas investigações.

A reabertura do caso através da genealogia

Após meses de trabalho contínuo, os detetives, incluindo o profissional de genealogia, conseguiram montar uma árvore genealógica que levou a uma nova direção. Em vez de um agente da lei, a investigação descobriu um homem conhecido por Mary: Clayton Foreman, que havia estudado na mesma escola. Sua ex-esposa, Dianna Coe, afirmou que ele costumava exibir um fascínio por ferramentas de polícia, como algemas e cassetetes.

Coe recordou momentos desconfortáveis em sua relação com Foreman, incluindo uma conversa estranha após o assassinato de Edwards, onde ele demonstrou falta de emoção sobre a tragédia.

Prisão e provas contundentes

O desfecho da investigação se deu quando uma análise de DNA confirmou a presença de Foreman na cena do crime. Os detetives, ao abordarem Foreman para sua prisão, trouxeram consigo as mesmas algemas que a vítima utilizou na noite de seu assassinato. A simbologia do ato foi intensa, com os investigadores sentindo que estavam fazendo justiça em nome de Mary.

Foreman, que além de ser um ex-colega de escola, estava alegando ser um policial, foi julgado e considerado culpado em menos de uma hora. Sua condenação resultou em uma pena de prisão perpétua.

Essa trágica história ressalta a importância do avanço em técnicas de investigação e a persistência das autoridades em buscar justiça, mesmo décadas após um crime brutal.

Com informações de: CBS News.

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