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Influencer criticado por sexualizar evangélicas opina sobre roupas

Influencer é Investigado por Uso de Deepfake para Sexualizar Jovens em Igrejas

A Polícia Civil de São Paulo está investigando o influenciador digital Jefferson de Souza por suspeitas de manipulação de imagens de jovens evangélicas, utilizando tecnologia de inteligência artificial (IA) para sexualizá-las em vídeos divulgados nas redes sociais. A denúncia partiu de familiares de uma adolescente que teve sua imagem exposta sem autorização.

Denúncias de Abusos Digitais

Jefferson, que acumula quase 50 mil seguidores no TikTok, YouTube e Instagram, já criticou abertamente as roupas usadas por fiéis durante cultos da Congregação Cristã do Brasil (CCB), chamando atenção para a forma como as jovens se apresentam nas redes. Ele declarou em seus vídeos que as vestimentas “marcam o corpo” e fez comentários negativamente direcionados às fotos postadas dentro das igrejas.

Manipulação de Imagens com Deepfake

Em depoimento, Jefferson admitiu que utiliza fotografias das fiéis como base para criar vídeos com a tecnologia deepfake, que altera imagens de maneira realista, simulando situações que nunca aconteceram. A delegada Juliana Raite Menezes, da 8ª DDM, enfatizou que a justiça aplica as mesmas leis do mundo real ao ambiente virtual. Jefferson é investigado sob a acusação de simular cenas de sexo ou pornografia envolvendo menores, conforme previsto no artigo 241-C do Estatuto da Criança e do Adolescente, com penas que podem variar de 1 a 3 anos de reclusão, além de multa.

Impacto nas Vítimas

Entre as vítimas, uma adolescente de 16 anos relatou que sua foto foi manipulada sem seu consentimento, gerando constrangimento e medo de repercussões sociais. De acordo com a jovem, a alteração da imagem a fez sentir-se exposta e insegura, levando-a a evitar tirar novas fotografias. Outras vítimas também estão buscando remover conteúdos publicados pelo influenciador, demonstrando a crescente preocupação com a segurança e privacidade na era digital.

Reações e Pedido de Desculpas

Em um vídeo postado em sua conta, Jefferson pediu desculpas às "irmãs" da CCB por suas críticas à igreja, mas não fez menção aos deepfakes que criou. Em sua defesa, seus advogados alegaram que as publicações tinham um caráter satírico e não visavam à exploração sexual. Contudo, especialistas em segurança digital destacam que o uso de tecnologia não isenta a responsabilidade atribuída a quem produz e distribui conteúdo prejudicial.

Medidas Legais e Reação das Plataformas

A Congregação Cristã do Brasil, ao ser consultada, declarou que não possui registro formal de membros e apoia as investigações. As plataformas digitais também se manifestaram; TikTok e YouTube informaram que têm políticas rigorosas contra exploração sexual infantil e já tomaram ações para remover conteúdos inadequados. A Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, não comentou a situação.

Crescimento de Casos de Deepfake

O caso de Jefferson de Souza reflete uma preocupação crescente com a manipulação de imagens usando inteligência artificial, que continua a se expandir. As vítimas alertam sobre a importância de denunciar abusos e a necessidade de políticas públicas que protejam indivíduos contra esse tipo de violência.

Com informações de: G1.

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