EUA criam novas normas para contratos de IA após conflito com Anthropic

EUA Estabelecem Novas Regras para Contratos de Inteligência Artificial
Os Estados Unidos publicaram novas diretrizes para contratos de inteligência artificial, exigindo que empresas permitam o uso irrestrito de seus modelos pelo governo. A decisão surge em meio a um impasse entre o Pentágono e a empresa Anthropic, refletindo preocupações em torno da segurança na cadeia de suprimentos.
Impasse Entre Pentágono e Anthropic
Na quinta-feira (5), o Pentágono classificou a Anthropic como uma “risco para a cadeia de suprimentos” e vetou o uso de sua tecnologia em contratos com as Forças Armadas. Esta medida foi tomada após meses de disputas. A Anthropic buscava implementar salvaguardas em seus sistemas de inteligência artificial, mas o Departamento de Defesa considerou essas restrições excessivas.
Detalhes das Novas Diretrizes
Conforme um rascunho divulgado pelo Financial Times, empresas que desejarem firmar contratos com o governo dos EUA precisarão conceder uma licença irrevogável ao governo para o uso de seus sistemas de inteligência artificial para todos os fins legais.
As orientações, elaboradas pela Administração de Serviços Gerais dos EUA (GSA), devem abranger contratos civis e fazem parte de um esforço governamental mais abrangente para fortalecer as regras de contratação relacionadas à inteligência artificial. Segundo o periódico, as medidas são semelhantes a diretrizes que o Pentágono está considerando para contratos militares.
Restrições e Conformidades
O rascunho das novas diretrizes também estipula que as empresas contratadas não devem programar julgamentos partidários ou ideológicos nas respostas geradas por seus sistemas de inteligência artificial. Adicionalmente, as organizações devem informar se seus modelos foram alterados ou adaptados para atender qualquer estrutura de conformidade ou regulamentação de governos federais fora dos EUA ou de entidades comerciais.
Com isso, o governo americano busca não apenas garantir a segurança dos dados, mas também a neutralidade dos sistemas de inteligência artificial utilizados em suas operações.
Com informações de: Financial Times.



