Árvore ‘explodindo’ em nevasca nos EUA: vídeo gerado por IA

Vídeo de Árvore "Explodindo" Durante Nevasca nos EUA é Falso
Um vídeo que circula nas redes sociais, mostrando uma árvore congelada "explodindo" durante a recente nevasca nos Estados Unidos, foi confirmado como falso. A cena, amplamente divulgada, foi criada com inteligência artificial e não reflete a realidade dos fenômenos naturais em condições de frio extremo.
Viralização e Impacto da Tempestade
Publicado no TikTok no dia 24 de janeiro, o vídeo alcançou impressionantes 29 milhões de visualizações, coincidente com uma megatempestade de neve que causou dezenas de mortes, o cancelamento de mais de 10 mil voos e deixou 500 mil pessoas sem energia elétrica. O conteúdo apresenta uma legenda onde um usuário expressa surpresa sobre a suposta "explosão" de árvores.
Análise e Detecção de IA
Ferramentas de verificação de conteúdo identificaram o vídeo como gerado por inteligência artificial. O sistema Hive Moderation apontou 99,9% de probabilidade de que se trate de um material sintético, enquanto a aplicação Decopy confirmou com 100% de certeza que o conteúdo é falso. O perfil responsável pela postagem já tem um histórico de compartilhar vídeos semelhantes, todos fabricados digitalmente.
Entendendo o Verdadeiro Fenômeno
Embora o vídeo em questão seja fabricado, as árvores podem realmente "explodir" em condições de frio intenso, mas não da maneira retratada. Segundo o meteorologista Cesar Soares, do Climatempo, o frio extremo pode congelar a seiva interna da árvore, fazendo com que ela se expanda e rompa o tronco, causando rachaduras e estalos. Ele destaca que, apesar da representação falsa, o fenômeno de danos às árvores em invernos rigorosos é real.
Temperaturas Extremas nos Estados Unidos
As previsões indicam que os EUA podem enfrentar temperaturas de até -45 °C durante essa onda de frio, ampliando os riscos para a vegetação e a população. A compreensão precisa desses fenômenos é essencial para evitar a propagação de informações enganosas em tempos de crises climáticas.
Com informações de: G1



