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Engenheiro do Google é condenado por roubo de segredos de IA para a China

Ex-Engenheiro do Google Condenado por Roubo de Segredos Comerciais de IA

Um ex-engenheiro de software do Google, identificado como Linwei Ding, de 38 anos, foi condenado na quinta-feira (29) em um tribunal federal de São Francisco. Ele foi considerado culpado por roubo de segredos comerciais da multinacional tecnológica, com o objetivo de beneficiar duas empresas chinesas. A informação foi divulgada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ).

Condenação por Espionagem Econômica

Ding, também conhecido como Leon Ding, enfrentou um julgamento que durou 11 dias e foi declarado culpado por sete acusações de espionagem econômica e sete de roubo de segredos comerciais. Ele foi encontrado responsável por extrair milhares de páginas de informações confidenciais da empresa. As penas para as acusações são severas: até 15 anos de prisão e uma multa de US$ 5 milhões para cada acusação de espionagem econômica, e até 10 anos de prisão e US$ 250.000 de multa para cada acusação de roubo de segredos.

Detalhes do Caso e Ação Governamental

O ex-engenheiro deve comparecer a uma audiência preliminar no dia 3 de fevereiro, conforme indicado pelo DOJ. Inicialmente indiciado em março de 2024 por quatro acusações de roubo, o caso foi ampliado em fevereiro. A investigação foi coordenada pela Disruptive Technology Strike Force, uma força-tarefa interagências criada pelo governo Biden em 2023.

Roubo de Informação Crítica para IA

Os promotores alegaram que Ding roubou informações vitais sobre hardware e software que permitem aos centros de dados de supercomputação do Google treinar modelos avançados de inteligência artificial. Os projetos de chips que ele supostamente fez uso indevido visavam proporcionar ao Google uma vantagem em relação a rivais como Amazon e Microsoft, além de reduzir a dependência da empresa em relação aos chips da Nvidia.

Implicações para o Google

O Google, pertencente à Alphabet, não foi acusado de qualquer irregularidade no caso e afirmou ter colaborado plenamente com as autoridades. A empresa não fez comentários adicionais sobre o julgamento.

Com informações de: Reuters

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